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domingo, 1 de agosto de 2010

Helpless

Não me deixe a mercê das sombras!
Levante-se e corra comigo!
Acorde de uma vez!
Seja quem for, não fuja. Não hoje!

Que será de mim quando a noite chegar?
Que chances tenho eu de vislumbrar outro amanhecer?
Não vê que estou só?
Não percebe que nada me restou além do medo e do terror?

Se fosse cedo, eu te deixaria partir,
porem a lua ainda brilha sobre o telhado de madeira.
Se fosse sol, nada me preocuparia,
mas sem a luz permanecem frias as infinitas sombras.

(A.B. Giordano)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Nada mais

Descalços são os pés frios e calejados a torturar a carne.
Em busca da razão.
Uma incessante peregrinação.
Sem inicio.
Nunca um fim.
Procurando o sentido,
um meio de encorajar a vã existência.
Perdidos entre o que sobra do espaço.
Sozinhos e constantes como o desespero em si.
Falta a solução,
não mais do que a própria razão.
Sem a esperança do encontro.
Caminham apenas por não saber parar.
São feitos de ossos,
regados com sangue.
São doloridos.
São vivos.
Conhecem apenas o duro cimento e nada mais.
(A.B. Giordano)