quinta-feira, 23 de setembro de 2010

....Plaarsav....

"Quem sabe eu não corra esta noite.
Talvez eu pegue uma carona ate o deserto e me cubra de poeira dourada.
Só quem sabe que encantos recobrem a alma serão capazes de saborear a aurora.
Ainda mesmo que na hora do jantar,
ainda que regado de pedras de sal, areia e mar.
Sobre o curvado abrigo a sufocar,
saboreie ainda o gosto suave e precioso da liberdade e criatividade flutuante."
(A.B. Giordano)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

this is.

"Whenever the world is alive,
not dreaming,
not crying.
Maybe on fire,
or maybe just tired.
The face will be revealed.
The sorrow will come to an end.
I'll get underneath your pale skin.
And hope will become more than a word.
'Till there's no turning back,
'till life becomes death,
'till your eyes see the truth behind these iron walls.
No sense at all shall exist,
only words.
And for that matter, that's all."

(A.B. Giordano)

domingo, 29 de agosto de 2010

afogado

"E quando o horizonte se perder,
nos olhos de um ou outro talvez,
encontrarei o sinos a badalar,
a me lembrar de que o tempo passou e não foi ontem que o inverno acabou.
As vozes vão voltar e, ainda que eu desapareça,
não há como ignorar essa alusão à loucura.
Será outono, entre outras estações.
Esgotando as folhas secas da amarga pressa seca.
Voltará a ser pálido, e frio, e recorrente.
Quando for o tempo de acordar e ancorar no presente afogado pelo futuro do passado."

(A.B. Giordano)

My. sweet. funny. valentine.

If there was a sweet song,
a lovely one,
I'd write it inside the lovers hearts.

Fill them with undescribable lyrics.
And let them know how fortunate they are for finding love.

I'd carry the burden my own,
if I only knew that love is out there, somewhere..
And then again, if I had the strength, I'd write it just for the sake of mankind,
and my heart and soul...

"For thy is the only peace I have left in this world of mine."

(A.B. Giordano)


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

EU ACREDITO

O que move os homens,
no caminho pela breve passagem da vida?
Seria a felicidade ou apenas a esperança de encontrá-la?
Ou quem sabe a ilusão de que, talvez, possamos encontrar uma forma de sermos eternos?

Não me importa qualquer resposta.
Já não faz diferença.
O meu caminho eu já sei.
Já encontrei minha razão.

 *Viver o presente como se não houvesse futuro - parece uma boa ideia.
**Apreciar o momento - por entender que cada um deles é unico.
***Acreditar na bondade e na verdade, pois só assim é possível enxergar a felicidade.
****Ser fiel a minha alma.
*****Crer que o que eu faço faz sim diferença no mundo ao meu redor.
******Independente do que os outros possam pensar, vou seguir com minhas convicções.
*******Dentro do meu coração só há lugar para perdão - não vou gastar espaço com mágoas.

"E, ainda que eu falhe, mesmo assim vou permanecer com a certeza de que nenhum erro é irreparável. Mesmo que pareça que não há solução, vou manter minha fé e acreditar que tem alguém lá em cima que é perfeito e não faz nada por acaso..."

Neste momento, permaneço de tal forma que nada pode me deter quando digo que eu escolho acreditar que a vida é perfeita simplesmente da forma que é.

"De que adianta viver sempre em busca de mais e não apreciar o que de melhor a vida pode oferecer - um Sorriso?!"

(A.B. Giordano)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Seja enfim

"Basta que o momento seja eterno.
Não me importa o quão longo ou curto ele possa ser.
Que seja, ainda que em partes, eternamente meu.
Para que a sombra da dúvida não venha me corroer depois.
Contanto que tenha asas,
de que importa se pode ou não voar?
E se for pra ser esquecido,
então deixe de ter existido.
E o que não posso suportar, que não faça nunca parte dessa pequena alma que desconsolada teima em guardar."

(A.B. Giordano)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

espera sem partida

...de encontro ao remoto passado,
no espelho empoeirado.
vi os olhos,
o rosto manchado.
as faces escondidas pela tempestuosa corrida.
os males e os fardos amarrados.
quando ainda eram solitários.
mesmo após o caminho cercado.
mesmo entre os arames farpados.
era frio.
já não é mais.
tornou-se apenas o circuito por onde se caminha com os pés descalços no asfalto.
mesmo que seja lua,
ainda que haja sol.
vir-se-ia o cenário que se amarela com o ácido.
o esfarelar do pedaço de fita que encara a brisa.
corroído pela fumaça,
esmoecendo devagar enquanto o sangue seca.
enquanto se espera.
fétido e insólito.
curioso e insolente,
na vertigem que se observa do alto de cada cume assombroso.
entrelaçado nos ossos do humilde cavalheiro.
sobre penas e pó,
acariciado pelo desejo de ser renegado,
enquanto espera pela sórdida companhia de uma dama sem alma...

(A.B. Giordano)