sexta-feira, 30 de julho de 2010

Confesso

Me perdi por entre quase todos os dias.
Horas não me são familiares.
Nada que se possa contar me interessaria.

Segui as pegadas,
mas não seja tolo de me perguntar;
que horas espera ver se não desfrutaste sequer o segundo que acabara de passar?

Não me questione mais!
Seja fiel ao encontro, nada mais.
Tenha coragem e me olhe nos olhos e nada mais.

Sussurrarei em teu túmulo.
Perdoe-me se acaso eu chorar.
Minha façanha em ser cruel me faz jus mesmo quando a lágrima teima em derramar.

Silenciarei teus olhos. Cerrarei teu falar.
Já coroei teus pesares, mas ainda sim teimo em negar.

Pois então fuja! Fuja e não me deixes te encontrar.
Arraste tua cova para o mais longe que puder.

E então quando minha carne decidir repousar,
e eu tiver todas as mágoas para contar e os infinitos dias para decifrar,
Não seja tolo ao acreditar que pode sequer tentar me perdoar.

(A.B. Giordano)
"Não posso então correr o risco de simplesmente morrer,
uma vez que sou capaz de ver que somente os céticos não entendem o que tal palavra quer dizer".
(A.B. Giordano)

Quem sabe ao certo

E eu que pensei poder manter minha sanidade.
Acreditei que tudo que me resta fosse meu para guardar...
Porem a dor não é minha,
pertence a outro alguém. Outro lugar.
Quisera saber quando a primavera veio e me fez encantar.
Quisera que na véspera não tivesse mantido a loucura em proteção.
E que palavras loucas são essas que fazem com que o vento mude a direção e me atinja sem pestanejar?..
Seria a liberdade a me socorrer?
Seria um anjo perdido a me proteger?
Quem sabe ao certo? Quem poderia saber?
Perambulando por entre os abismos, só o eco é quem ousa replicar.
E mesmo que sonífero,
na escuridão do labirinto a nos cercar,
Ouvirei a voz do arquiteto me pedindo pra acreditar.
Seria formoso.
Acampada na relva do vale infinito o faria me escutar.

"Oh céus, que grande e infundado infortúnio deste aos homens ao permitir a possibilidade de sonhar...
Pois fadados a desilusão nos deixaste estar".

(A.B. Giordano)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Nada mais

Descalços são os pés frios e calejados a torturar a carne.
Em busca da razão.
Uma incessante peregrinação.
Sem inicio.
Nunca um fim.
Procurando o sentido,
um meio de encorajar a vã existência.
Perdidos entre o que sobra do espaço.
Sozinhos e constantes como o desespero em si.
Falta a solução,
não mais do que a própria razão.
Sem a esperança do encontro.
Caminham apenas por não saber parar.
São feitos de ossos,
regados com sangue.
São doloridos.
São vivos.
Conhecem apenas o duro cimento e nada mais.
(A.B. Giordano)

domingo, 18 de julho de 2010

Que a imaculada solidão que devora os pequenos e os bons,
não seja tão fria esta noite.
Que seja clemente, paciente.
Ainda que as lagrimas sejam verdadeiras,
permaneça em silêncio,
deixe que o suor aqueça.
Sempre em busca do fiel amador pensamento,
seja bom ou desapareça.
Desapareça com o vento, esqueça de um ou qualquer endereço.
Seja amavel.
Não me negue abrigo no amargo e corrosivo mar salgado.
Seja breve então.
Seja cuidadoso.
Pois eis aqui o resquicio de minha sanidade...

(A.B. Giordano)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Peregrino

"(...)Enquanto os olhos se torcem de pavor,
Os lábios corroem o resto do que sobrou.
Sofridas vozes ecoam pelo túnel sombrio,
Em busca do corte que mata e devolve a paz ao peregrino(...)"

(A.B. Giordano)

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Se, e então nada

O que quer que seja, não vou me arrepender.
Não vou remoer ou relembrar ou sofrer.
Deixo pra lá.
Já esqueci...
Apesar do medo ainda,
Tenho fé.
E fé nada mais é do que o que já é;
Uma confiança absoluta.
Resoluta.
Cegamente e sem culpa.
Amanheço novamente.
Sigo meu caminho, que vai sempre em frente.
Incrivelmente.
Solenemente.
Não só em minha singular e grandiosa mente.
É mais do que vejo,
Mais do que sinto.
Mas nada mais é do que do que um simples mito.
Vagam pela alma, supostos ventos de outrora.
Supostas frases de outrem.
Frases que vão, ventos que vem.
Inconscientes.
Iminentes.
Inconseqüentes.
Pelo prazer de sonhar somente.
São altos sem baixo.
Começo meio fim.
Escuro.
Sem textura.
Duvidosamente segura...
E por que não como amores?
Uma vez que a vogal está indubitavelmente à altura...
A não ser pelo universo que a envolve,
Nada mais a cobre.
Seria mais do que mar. Mais do que ar. Mais do mesmo que já está lá.
E de quem falamos então?
Senão do pequeno engano que me causastes com seu não.
Tudo pó.
Cinzas que vagam com a brisa.
Sem destino.
Sem motivo.
Sem morada.
Nada fez pra sem amada.
Não.
E tudo por conta da falta de um sim.
E sim, se é como dissestes em segredo pra mim.
Sem silaba alguma ou frase nenhuma.
Se, e então nada.
Nem pra mim.
Nem pra ti.
Ora fosse por amor.
Sem preço pela angustia de uma dor.
Sem sim.
Só não.
Só mim.
Na presença então.
Não sua.
Sim minha.
Só por hoje.
Mesmo que não haja mais palavras por entre essas linhas.
E sou eu.
Ninguém mais.
Em paz.
Pois com as letras que fortemente quiseste me negar,
Fui mais longe do que um dia puderas tu sonhar.
E se apenas tu aprendeste o que tanto tentei lhe ensinar.
Tudo caminha de volta, sempre para o mesmo lugar...
E amanheço novamente.
Cegamente e sem culpa.
Resoluta.
Uma confiança absoluta.
E fé nada mais é do que o que já é;
Tenho fé.
Apesar do medo ainda,
Já esqueci...
Deixo pra lá.
Não vou remoer ou relembrar ou sofrer.
O que quer que seja, não vou me arrepender.

(A.B. Giordano)


terça-feira, 13 de julho de 2010

Sendo assim, que seja enfim...

Tem dias em que a inspiração simplesmente não existe.
Palavras e textos são muito mais do que se pode suportar.
E nada do que eu diga vai fazer o menor sentido.

E assim, eu fecho os olhos, esqueço do mundo e me cubro de perguntas sem resposta.
Prefiro ficar só. Apreciar a solidão. Entender dos meus próprios devaneios e flutuar pelas paredes do quarto.
Quem dera eu apenas soubesse o que fazer quando o mundo desaparece.
Quem dera fosse dia agora e a noite não viesse.
Mesmo que a sintonia esteja perdida,
A melancolia ainda é minha melhor amiga.

E nada e nem ninguém existe .
Nada do que antes habitava o quadrado isolado.
Simples como o vôo dos pássaros, são os dedos a deslizar nas teclas duras do asfalto.
São nobres, porem quando não são vazias mais uma vez.
Cheias de vida quando a vida convém.

E nada do que eu diga vai fazer diferença um dia.
Nada do que foi dito tem a pretensão de existir para sempre.
E tudo que se vê é como se não existisse.

O sono bate,
Meus olhos se fecham de novo.
Mais um dia desperdiçado?
Mais uma noite de sonhos e cansaço?
Será que resta algo ainda perdido no espaço?
E se ninguém se lembrar?
E se nunca for feito pra existir e nem habitar?
Se for vão e sórdido como a falta do ar?
E se for verdadeiro por não ser mais do que um sonho em paz com o luar?
E se nada do que eu disse fosse feito pra existir, como faço pra voar?
Se nem o som da minha voz estremece quando a duvida me acomete e me faz suar?

Queria uma asa pra me apoiar.
Um doce canto pra me fazer chorar.
Queria ser viva e saber viver e amar.
Estar viva quando o ar quer me matar.

E de que adianta querer,
Se quando preciso provar pra mim mesma que ainda posso respirar,
Me recuso a levantar,
E morro com o som do vento leve a me assoprar?

Queria ter vida e saber o que é morrer.
Entender a diferença entre o céu e a terra e o mar...

Mas o que me resta é deitar,
Dormir e sonhar.
Quem sabe quando vou acordar...

Aprender a acreditar e deixar de lado a inquietude que carrega minha paz pra outro lugar.

(A.B. Giordano)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sonhava...

“She looked over the window, waiting for the rain to fade.
Wishing for a night full of stars... the moon.

Enquanto as gotas batiam no vidro da janela,
Ela imaginava. Sonhava... acreditava.
Talvez fosse o vento o único, num segundo de instante, a lhe falar e a lhe ouvir.
Talvez fosse o som... de cada gota que encostava no chão, seu único refugio.
Ou quem sabe, fosse apenas a esperança de que o mundo ainda girava, mesmo depois de lhe parecer ter acabado.
Quem sabe não era a porta da varanda a bater que lhe tirava a concentração.
E se fosse, então por que?
O pensamento vagando incomodava...
Faltava ar na sala.
O radio ligado, não lhe dizia nada. Nada lhe parecia estar vivo.
Ate a samambaia pendurada ao lado da porta lhe ignorava, voltada para a parede, como se estivesse ainda mais triste.
E tudo lhe fazia falta.
Tudo parecia vazio.
Só. E ate grande demais.
Seu coração teimava em bater... em lhe fazer viver, mesmo que sua alma já estivesse em outro lugar, seu corpo não parecia disposto a desistir de tentar.
E ao encostar a cabeça no braço do sofá, fechou os olhos e pensou:
“Se amanha ou depois, simplesmente irei morrer, então qual a necessidade de viver? Se de repente, meu coração parar de bater, então por que não deixar pra lá? Por que então viver? Pra que respirar? Por que tudo tem importância se vai acabar?”
E vagou noite a fora com os pensamentos crescendo em sua mente.
Tentou esquecer, mas nada a fazia voltar atrás.
Era tarde demais.
"Too damn late..."
Olhou a sua volta. Buscou uma resposta.
Buscou uma solução, mas o mistério que habita na vida, é tão grande ou maior do que habita na morte.
E talvez fosse melhor mesmo que continuasse assim, pois pelo menos podia ouvir o som das águas que caem misteriosamente do céu. Sentir a brisa chegando, invisível.
Pois respostas são apenas respostas. Pode-se viver com ou sem elas.
Mas o que fazer quando se vive na duvida? Na duvida do que é viver?

(A.B. Giordano)


domingo, 11 de julho de 2010

Filme: A Guide to Recognizing Your Saints - Cena Final

video


Tem certas coisas que realmente são marcantes. E essa cena, definitivamente, é uma delas.

Normalmente, os filmes que são estrelados por ele - Robert Downey Jr - são impressionantes.
É incrivel como um ator pode ser doar tanto para um papel, a ponto de quase te fazer acreditar que aquilo que vemos na tela é real.

E é devido a atuações como esta, que eu nunca me canso de vê-lo em ação.

sábado, 10 de julho de 2010

Começo sem fim

"Talvez as razões não sejam claras,
Ou quem sabe, não seja pelas razões afinal de contas.
Mais do que sobreviver, é preciso viver.
Mais do que fazer, é preciso sonhar.
E o que faz com que haja ainda,
Mesmo que desconhecida,
Uma razão?

Alguém disse uma vez:
“Pra que viver enfim, se o que nos espera é apenas a morte nesse fim?”.
E ate que ponto, isso existe?
Quer dizer,
O que separa cada ação, cada pedaço, cada suspiro de alguém que caminha pela rua, daqueles que nos despedimos e vimos desaparecer?
O que faz com que haja razão para cada ação?
O que é a vida? A morte? A carne? Uma alma?
Pra que viver, se a vida não nos leva pra outro caminho se não seu oposto?
O que nos torna diferentes enfim?
Por que então buscar uma razão ainda?
Tantos desejos e almejos.
Tanta vontade, mesmo que à parte da coragem.
E que faz de mim, algo diferente de você, senão a junção de apenas silabas incomuns.
Cada batida de um coração.
Tão sobrecarregado pela obrigação de ser.
Quem sabe sem propósito, sem motivo.
E por que ainda necessário.
De onde vem cada milímetro de ar que traz esse algo que tentamos tanto preservar - mesmo que sem sucesso - a vida?
E de qual vida então estamos falando?
De que se trata tal palavra?
Se o vento que destrói, é o mesmo que modifica, por que então deve ainda haver uma Senhora Vida?
Os olhos buscam a luz, trazem a tona o que alcançam.
Os sons espalham-se causando sensações.
O medo nos torna obcecados.
Vazios, solitários, ingratos.
Maus.

E nada então faz sentido enfim.
E sim, chega-se ao fim.
Seja da vida, da morte, da sorte.
De tudo…
E se há tudo.
Que é nada.
Que é mais ou menos.
Ou ainda nada de mais.

Se não fosse pelo tão grande medo da morte, que a tantos de nós envolve, então que seria de mim?...
E se a busca não tem fim, que propósito posso ter então?
De que adianta respirar apenas para poder dizer,
Que o que me separa de mim é apenas uma silaba.
Sou eu louca por querer saber, ou apenas louca por não entender e ter medo do que pode acontecer?
E se for assim, que seja enfim.

Apenas me esquecerei de que penso, ou logo que existo,
Deixo que haja algo em mim que vive, ou que morre,
Que me traga paz, ou desordem.
Que seja bom, seja mal.
Seja eu.
Ate que este seja o final."

(A.B. Giordano)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nada mais, nada menos

Às vezes é como se o mundo inteiro fosse uma esplendida conspiração.
Como se tudo fosse apenas uma parte do que ainda há por vir.

Mesmo quando uma porta se fecha bem a sua frente,
Não significa que o mundo inteiro se fecha também.

Não há mais do que se deve ter,
Nem menos do que deveria ser.
As horas não são como inimigas no final das contas.

Basta olhar pra cima,
Busque o céu que te envolve,
Entenda o significado da vida pra você mesmo,
Ao invés de procurar nos olhos de outros.

Entenda que nem tudo que vem, sempre vai.
Encontre o motivo de um riso dentro da sua razão.
Mesmo que não haja nada que te prende ao mundo imaginário,
Acredite que ele faz parte do mundo real,
De uma forma ou de outra.

Pra cada lagrima que cai, uma dor subtrai.

Não esconda o que te faz ser pleno,
Saiba compartilhar o que te divide.
E o que te faz ser apenas,
Nada mais,
Nada menos,
Do que apenas
Você.

(A.B. Giordano)

As S. Holmes would say:
 "Put a though..."

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Maybe

"Sometimes,
there is no warm.
Only cold takes place.
And your heart remains,
frozen, cold and hard.
Waiting for the sun to come and take it's place in the sky.
And then,
maybe,
you'll get to let some joy share the room."
(A.B. Giordano)

domingo, 4 de julho de 2010

Silêncio

Ancorado nos pés do poeta,
sem cor ou sequer poesia.
Convocando, quem sabe,
resquícios da soberana magia.

Silêncio, desejado silêncio.

Sobrevoa a juventude,
castra o sim; revoga o não.
Saboreando a liberdade,
os restos de sucata pelo chão.

Silêncio, ansioso silêncio.

Pede ao dia que morra enfim,
sufocado no horizonte amaldiçoado.
Mergulhando pelo abismo da imensidão.
Detenha o salto, demônio enfeitiçado!

Silêncio, recatado silêncio.

Na escuridão que me cerca,
esqueço do dom de respirar.
Assimilo o vazio entre o orvalho,
na calada da noite a me esperar.

Silêncio, mero silêncio.


(A. B. Giordano)

Eterno

Rompa com a máscara,
esqueça do frio.
Oh, que dia, entre a noite e a vida.

Pouco se disse,
entre linhas que não se pode mais ler.
Com a roupagem da escuridão,
sob a toscana da solidão.

Enquanto não há folhas por cair,
gozo do sol de verão.
Perco mais do que possuo.
Oh infalível sombra,
me deixe perecer por entre a eternidade e o fim.

Circulo pela rota selvagem.
Quem pode dizer que me deixei perder?

Dizer-lhe-ia que nada se fortalece, além do cascalho,
entre, quando existe, um pouco de heresia.
Soluçando pelo assoalho,
flertando com a senhora da morte,
sem hesitar.
Queria eu apenas recomeçar.

Roubando constantes notas musicais,
dar-me-ia um pouco de solidariedade.

Ao soar da madrugada,
sem ti, sem mim,
recorrendo ao peso do veneno terreno.

Recostando por entre os ocos,
troncos; vazios e sem respiração.
Bucólicos, serenos.

E repousa sobre mim,
a ameça do barqueiro.
Sincera, ainda por ser eterna.

Oh, eternidade macabra e severa.
Retira tua lança, que me espreita,
me aceita, contra o peito, entre as oliveiras.

Abusa do cárcere que interpreta o sábio,
e me faz livre para que fuja,
entre outras vezes, do solitário encontro com a razão enfim.

(A. B. Giordano)


sábado, 3 de julho de 2010

Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio

Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito
Vê em mim um crânio, o único que existe
Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva,
Tudo aquilo que flui jamais é triste.

Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri;
Que renuncie a terra aos ossos meus
Enche! Não podes injuriar-me; tem o verme
Lábios mais repugnantes do que os teus olhos.

Onde outrora brilhou, talvez, minha razão,
Para ajudar os outros brilhe agora eu;
Substituto haverá mais nobre que o vinho
Se o nosso cérebro já se perdeu?

Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus
Já tiverdes partido, uma outra gente
Possa te redimir da terra que abraçar-te,
E festeje com o morto e a própria rima tente.

E por que não? Se as frontes geram tal tristeza
Através da existência -curto dia-,
Redimidas dos vermes e da argila
Ao menos possam ter alguma serventia

(Lord Byron)

When I Shall Sleep

Oh, for the time when I shall sleep
Without identity,
And never care how rain may steep,
Or snow may cover me!
No promised heaven these wild desires
Could all, or half, fulful;
No threatened hell, with quenchless fires,
Subdue this quenchless will!

So said I, and still say the same;
Still, to my death, will say—
Three gods within this little frame
Are warring night and day:
Heaven could not hold them all, and yet
They all are held in me;
And must be mine till I forget
My present entity!

Oh, for the time when in my breast
Their struggles will be o'er!
Oh, for the day when I shall rest,
And never suffer more!

Emily Bronte




Questions with no answers.. ( by Charles Darwin)

"Porque é que certas cores, certos tons e certas formas agradam ao homem e aos animais inferiores, isto é, como é que o sentido da beleza, na sua forma mais simples, foi inicialmente adquirido?"
 
 
 
"Houve um extermínio de uma infinitude de elos de ligação entre os habitantes do mundo que vivem actualmente e os que estão extintos, e, a cada período sucessivo, entre as espécies extintas e as espécies ainda mais antigas. Então porque é que cada formação geológica não está carregada desses elos? Porque é que cada colecção de restos fósseis não nos fornece provas claras da gradação e mutação das formas de vida?"
 
 
 
"Porque é que todos os seres vivos não se misturaram uns com os outros, formando um caos inextricável?"
 
 
 
"Quem conseguir explicar de modo claro e distinto, por exemplo, por que razão um elefante ou uma raposa não se reproduzem em cativeiro, mesmo que este seja no seu território natural, ao passo que o porco ou o cão domésticos se reproduzem nas mais diversificadas condições, também será capaz de dar uma resposta concreta ao porquê de duas espécies distintas, quando cruzadas, assim como os seus descendentes híbridos, se tornarem geralmente mais ou menos estéreis, enquanto duas variedades domésticas, quando cruzadas, assim como os seus descendentes mestiços, se manterem perfeitamente férteis."
 
 
From the Book "The Origin of Species"
Charles Robert Darwin
     1809 - 1882
 
 

Carta de Holmes a Watson.

"Meu caro Watson,

Se lhe escrevo estas poucas linhas, devo-o à cortesia do sr. Moriarty, que, muito delicadamente, me espera para a discussão final das questões que existem entre nós. Deu-me um esboço dos métodos de que se utilizou para evitar a polícia inglesa e se manter informado de todos os nossos movimentos. Sem sombra de dúvida, confirma a elevada opinião que eu formava de suas aptidões. Alegra-me pensar que livrarei a sociedade, de ora em diante, dos atos do professor Moriarty, embora receie que seja à custa de algo que afligirá meus amigos, muito em especial a você, meu caro Watson. Mas eu já lhe expliquei que minha carreira chegou a uma encruzilhada, e que nenhuma outra conclusão me poderia ser mais lógica do que esta. Com efeito, quero fazer-lhe uma confissão completa: eu tinha certeza de que a carta de Meiringen era uma mistificação, e fiquei feliz por você ter partido na missão que supunha verdadeira, visto ter a certeza de que um fato como este teria de suceder. Diga ao inspetor Patterson que os papéis de que ele necessita para provar a culpabilidade da quadrilha estão na repartição M do fichário, dentro de um envelope azul com a inscrição 'Moriarty'. Já tratei de tudo o que diz respeito às minhas posses, que deixei a meu irmão Mycroft antes de partir da Inglaterra. Transmita, por favor, meus cumprimentos à sra. Watson, e creia em mim, para sempre, meu caro amigo.


Muito sinceramente seu,

Sherlock Holmes."
 
(Sir. A. Conan Doyle)

 Sherlock Holmes

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A mais pura e sincera beleza de uma alma.



Cloths of Heaven


Had I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.

                                                                                                                                   W. B. Yeats